Zita Seabra confirma!
«Só há PREC [Processo Revolucionário em Curso] em Portugal porque o PCP decidiu passar à fase seguinte pela via armada. Cunhal segue rigorosamente o que Lenine fez na Rússia: a revolução dos mencheviques, e depois a revolução bolchevique, para chegar pela via armada ao socialismo.»
A antiga membro do Comité Central do PCP em entrevista à revista Tabu, do semanário SOL, de 21/07/07, confirma quem andava nos bastidores da revolução de 74, que o aventureirismo e ambições pessoais de alguns (até o Dr Soares em estilo parisien naif quis subir para o carro de combate onde já estava o Dr.Cunhal, mas obrigaram-no a descer…)limitaram a percepção do que nos esperava:
«O nosso objectivo era que os bolcheviques ganhassem, não era consolidar a democracia. Prendemos os capitalistas, avançámos para a Reforma Agrária, ocupámos as terras, demos a palavra de ordem do controlo operário e pusemos o país a ferro e fogo.»
E lembra (aos mais distraídos): «Ele [Álvaro Cunhal] viveu na União Soviética e depois preferiu ir viver para Paris. O argumento, na altura, é que Paris ficava mais perto de Portugal. (…) não é uma figura providencial. Obedecia a Moscovo nos momentos chave e, nos outros, procurava agradar a Moscovo. Não era mais do que isso.»
Afinal não era "o povo quem mais ordena" (palavra de ordem muito em voga na época), como queriam fazer crer, mas sim “Moscovo é quem mais ordena”.
COPCON tropa da choque da UEC
E, revela: «Tinha combinado com o COPCON [Comando Operacional do Continente] que a UEC [União dos Estudantes Comunistas] iria atacar um plenário a realizar-se no Técnico. O COPCON viria em nosso auxílio» e mais: «O MDP estava em vias de extinção e fui encarregada de criar Os Verdes.» e : «Estive [1989] num hospital [na cidade de Lenine] absolutamente desgraçado - nem os hospitais portugueses dos anos 60 eram assim.»
Sobre o partido e o comunismo afirma:
- «A tendência de quem sai do PCP é dizer que os ideais eram bons.»
- «Somos contra a pena de morte num país onde o Partido Comunista não é poder, mas, quando é, temos inimigos de classe e a questão coloca-se noutros moldes e noutros termos.»
- «…há um lado que eu gostaria de salientar, porque é muito típico da ideologia comunista: o passar de carrasco a vítima.»
- «Che Guevara participou directa e pessoalmente nos fuzilamentos em Cuba.»
- «Não pode haver homem novo, sobretudo se criado nos moldes e nos termos em que a ideologia
comunista pretende criá-lo. (…) A questão está, depois, no que se faz para pôr em prática essas ideias. E em todo o lado o resultado foi o mesmo.»
- «Veiga de Oliveira (…) fez uma declaração que acho notável: “O comunismo foi o maior embuste do século XX”.»
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A antiga membro do Comité Central do PCP em entrevista à revista Tabu, do semanário SOL, de 21/07/07, confirma quem andava nos bastidores da revolução de 74, que o aventureirismo e ambições pessoais de alguns (até o Dr Soares em estilo parisien naif quis subir para o carro de combate onde já estava o Dr.Cunhal, mas obrigaram-no a descer…)limitaram a percepção do que nos esperava:
«O nosso objectivo era que os bolcheviques ganhassem, não era consolidar a democracia. Prendemos os capitalistas, avançámos para a Reforma Agrária, ocupámos as terras, demos a palavra de ordem do controlo operário e pusemos o país a ferro e fogo.»
Afinal não era "o povo quem mais ordena" (palavra de ordem muito em voga na época), como queriam fazer crer, mas sim “Moscovo é quem mais ordena”.
COPCON tropa da choque da UEC
E, revela: «Tinha combinado com o COPCON [Comando Operacional do Continente] que a UEC [União dos Estudantes Comunistas] iria atacar um plenário a realizar-se no Técnico. O COPCON viria em nosso auxílio» e mais: «O MDP estava em vias de extinção e fui encarregada de criar Os Verdes.» e : «Estive [1989] num hospital [na cidade de Lenine] absolutamente desgraçado - nem os hospitais portugueses dos anos 60 eram assim.»
Sobre o partido e o comunismo afirma:
- «A tendência de quem sai do PCP é dizer que os ideais eram bons.»
- «Somos contra a pena de morte num país onde o Partido Comunista não é poder, mas, quando é, temos inimigos de classe e a questão coloca-se noutros moldes e noutros termos.»
- «…há um lado que eu gostaria de salientar, porque é muito típico da ideologia comunista: o passar de carrasco a vítima.»
- «Che Guevara participou directa e pessoalmente nos fuzilamentos em Cuba.»
- «Não pode haver homem novo, sobretudo se criado nos moldes e nos termos em que a ideologia
O que foi a «Maioria Silenciosa»
O coronel tirocinado Hugo Rocha, Chefe do Estado-Maior da PSP a partir de 26/07/74 define, assim, no seu livro “Recordações - Militar, Diplomata e Governante” - recentemente editado pela Prefácio -, o 28 de Setembro de 1974: «A denominada “Manifestação Silenciosa" não foi mais que uma enorme contestação dos milhões de cidadãos portugueses à política que os militares, ditos progressistas, tinham começado a impor, apoiados pelos comunistas e seus sequazes e baseada nas habituais aleivosias de que o sistema marxista-leninista era o mais adequado para o País» [29/05/07]
"El Engaño del 25 de Abril en Portugal"
Edição espanhola de "O Equívoco do 25 de Abril", cujo autor, Sanches Osório, oficial de engenharia e do Estado-Maior, aderiu ao Movimento dos Capitães, de "braços abertos", em Agosto de 1973, e acabou exilado (como muitos outros), para evitar ser preso, a seguir ao 11 de Março de 1975.
A edição portuguesa, também de 75, foi distribuída em Portugal quase clandestinamente.
Assinale-se, por invulgar, a nota do editor da edição espanhola - significativa dos tempos que se viviam na Península -, em que acautela eventuais mal entendidos por a matéria do livro desmascarar a euforia revolucionária que então se vivia em Portugal e, ainda, ser muito credível entre “nuestros hermanos” bem pensantes.
Diz a referida nota que o original foi remetido pelo Autor de Itália (onde se encontrava fugido com a família),
e justifica a sua publicação com o interesse e actualidade do seu conteúdo, mas ressalva que, ao fazê-lo, não pressupõe uma tomada da posição…
Esta obra do "enganado" Sanches Osório, que chegou a ser ministro da Comunicação Social no 2.º. Governo provisório, narra e interpreta as experiências e os acontecimentos da época: 16 de Março 74, 25 de Abril 74, 1.º e 2.º governos provisórios, 28 de Setembro 74 e as suas prisões e o 11 de Março 75.
e justifica a sua publicação com o interesse e actualidade do seu conteúdo, mas ressalva que, ao fazê-lo, não pressupõe uma tomada da posição…


